Race, couleur et couleur de peau au Brésil [en anglais]
Antonio Sérgio Alfredo Guimarães, Race, colour, and skin colour in Brazil, FMSH-PP-2012-04, july 2012.
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The author
Antonio Sérgio Alfredo Guimarães is a Chair Professor of Sociology at the University of São Paulo, Researcher 1A of CNPq, and Full Researcher at Centro de Estudos da Metrópole, supported by FAPESP (Fundação de Pesquisa do Estado de São Paulo). He is currently Titulaire de la Chaire brésilienne de sciences sociales Sérgio Buarque de Holanda, Fondation Maison des sciences de l’homme.
He does research on racial, national and class identities, Black social movements, affirmative actions, and Black intellectuals. He has published among others books: Preconceito Racial – Modos, Temas, Tempos. São Paulo, Ed. Cortez, 2008; Classes, raças e democracia, São Paulo, Editora 34, 2002; Racismo e anti-racismo no Brasil, São Paulo, Editora 34, 1999; 2ª. Edição 2005.
Résumé
Le militantisme anti-raciste contemporain est en train de bannir le mot «race» de notre vocabulaire quotidien. Cette pratique a été sanctionnée par l’UNESCO dans les années d’après-guerre et est maintenant largement répandue dans les médias au Brésil. La « couleur de peau » est devenue la manière moralement correcte de faire référence aux différences physiques auparavant désignées par la notion de race. Un tel développement serait sans conséquence si les sciences sociales contemporaines n’avaient pas inclus dans notre vocabulaire la « couleur de peau » comme concept naturel et moralement neutre. Dans cet article, à partir d’une perspective brésilienne, où la « couleur » a été historiquement constituée comme une variante de la « race », j’essaie de montrer que cette forme de naturalisation manque son but, et je suggère que la classification des gens par la « couleur de peau », non seulement a ses fondements dans l’idée de race, mais en outre tend à la bipolarisation, contrairement au concept brésilien de « couleur », qui est fondé sur l’idéologie du blanchissement.
Mots-clés
race, racisme, anti-racisme, couleur, couleur de peau, blanchissement, Brésil
Raça, cor e cor da pele no Brasil
Resumo
O afã anti-racista contemporâneo está banindo a palavra ‘raça’ do nosso vocabulário cotidiano. Tal pratica foi sancionada pela UNESCO nos anos do pós-guerra e hoje está disseminada na imprensa. “Cor da pele” passou a ser o modo moralmente correto de se referir às diferenças físicas antes recobertas pela ideia de “raça”. Tal desdobramento seria sem consequências se as ciências sociais contemporâneas também não tivessem incluído em seu vocabulário “cor da pele” como um conceito natural, moralmente neutro. Nesse artigo, a partir da realidade brasileira, onde a “cor” foi historicamente construída como uma variante da “raça”, procuro demonstrar o engano naturalista de tal prática, e sugerir que a classificação das pessoas por “cor da pele”, não apenas tem seu fundamento na ideia de raça, mas tende à bipolaridade, ao contrário do conceito brasileiro de “cor”, que se fundamenta na ideologia de embranquecimento.
Palavra-chave
raça, racismo, anti-racismo, cor da pele, embranquecimento, Brasil
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